A Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) anunciou os resultados do impacto realizado com uma sonda na lua, no dia 9, e os dados preliminares confirmaram a descoberta de uma quantidade significativa de água no satélite da Terra.
Cientistas especularam durante muito tempo sobre a existência de vastas quantidades de hidrogênio nos polos lunares. As descobertas desta sexta-feira, porém, mostram que a água na lua deve ser em maior quantidade e mais distribuída pelo astro do que se suspeitava.
O impacto levantou uma coluna de material do fundo de uma cratera que não recebeu a luz do sol por bilhões de anos, o que criou um volume de material em duas partes a partir da base da cratera: uma composta de vapor e poeira fina e outra, de materiais mais pesados.

Um porta-voz da Nasa explicou que a água deve estar congelada e misturada a outras substâncias, pois só foi vista após o impacto, portanto, ela não estava disponível na superfície.
Ainda não é possível determinar o tipo da água.
O líquido encontrado e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.
Para a Nasa, essas pesquisas revelam os mistérios de nosso vizinho mais próximo, e, como consequência, do sistema solar, pois, se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos por bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do universo, assim como amostras coletadas nos polos da Terra podem ajudar a compreender mais sobre nosso planeta.
Os testes foram realizados na cratera Cabeus, que possui alta concentração de hidrogênio. O local foi escolhida porque tem o fundo relativamente plano e não tem rochas em seu interior - o que poderia impedir que o choque atingisse diretamente o fundo da cratera. O foco da Nasa agora é estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas.
Fonte: Agencia Bom Dia. |